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28/08/09

Um toque de seda



Às vezes pergunto-me se ainda correrá o mesmo sentimento dentro de ti. Se
as mesmas palavras entorpecidas de carinho ou as flechas cravadas de dor que
falo ainda te atingem, ainda te deixam ofegante. Depois vejo que não há
perguntas que demore mais de 1 minuto a responder, não tenho dúvidas por mais
que um mero e infame minuto, pois sem ser preciso falar, o teu coração já tão
dotado de perspicácia acena aos teus lábios e quando a dúvida sussurra no meu
ouvido esquerdo, as tuas mãos afastam os meus cabelos e a tua boca aproxima-se
do meu ouvido direito e grita ardilosamente aquela resposta - que só os loucos
que lhe desconhecem a cara, não levam a sério – grita de maneira doce aquilo que
um sussurro não é capaz de atingir. Esbofeteias assim as sombras das dúvidas,
chicoteias os pensamentos que penetram no bem estar de uma felicidade uníssona,
completas um amor de menina, quando me falas: “Amo-te” e me tornas numa mulher
apaixonada.


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