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17/07/11

The game


Dei-te tudo o que havia para dar, mas acabou.
E se antes não entendia, hoje entendo. Eu entendo e sei quem sou, e orgulho-me tanto de nunca ter baixado os braços ao longo da minda vida. De nunca ter ouvido quem me quis destruir.
Agora tu és joguete nas mãos de quem menos esperas. Manipulam-te e usam-te como querem. Tiraram-te a única coisa que te destinguia de todos os outros, a tua inocência.
Acabaram com a única coisa que te tornava um humano incrível, a tua capacidade de amar.
Eu vou-me embora, vou empacotar as minhas coisas e partir para um sitio diferente. É um adeus, não um até já. Julguei-te um homem, mas no final do dia, continuas um miúdo que não sabe o que quer, que não sabe cuidar do que tem.
Vou-me embora, vou virar costas porque já não há nada aqui para mim.
Talvez começar de novo noutro lugar, me traga quem sabe aquilo que aqui nunca atingi.
Um dia vais olhar para trás e lamentar as tuas acções, mas nesse dia - tal como hoje - vai ser tarde demais para remediar o que está quebrado.
Nem toda a gente é substituível, e eu sou uma dessas pessoas.

03/07/11

Alice no País das Maravilhas

Ledo é o engano que te cobre os olhos, ledo. É lamentável que precises de fazer o que andas a fazer para te sentires realmente bom.

O ego meu querido, é a morte do artista. Foi a tua morte certamente.
Não olhas a meios para satisfazeres o teu ego, para quê? Tudo que vês, tudo que tens, é pó.
Abandonaste tudo que era teu, os teus amigos, as pessoas que te deram a mão quando vivias na fossa, até a mim. É bem mais fácil nos rodearmos de quem não nos conhece para não termos que dar a cara pelos nossos erros. Mas a tua alma não escapará ao purgatório.
Um dia, revelarás quem verdadeiramente és às pessoas de quem agora te rodeias. Deixarás cair a mascara, e ficaras sozinho. Sabes porquê? Porque nós conhecíamos e amávamos-te como eras. Aceitávamos quem eras. Porque a pessoa que agora finges ser, não é quem és.
Achas que estas a provar quem realmente és, concordo contigo. Mas acredita que não o estas a fazer a quem agora na tua vida entrou, estás a provar quem és a aqueles que já cá estavam há muitos anos.
E quanto a mim a única coisa que te posso dizer é que és uma desilusão massiva. Dei-te demasiado, e em vez de criar um homem, tornei-te num ingrato.
Talvez te olvide o que a minha família fez por ti, o que eu fiz por ti, o que os teus amigos fizeram por ti. Mas se te esquece, o problema é apenas teu.
Jamais encontraras alguém como eu, porque só tu bem sabes quem tu és, e só tu bem sabes o amor incondicional que tinha por ti.
Podes viver a tua vida enganando toda a gente à tua volta, podes viver a tua vida ludibriando todos os que te conhecem, mas a mim não enganas. E a ti próprio muito menos.
Foste o homem da minha vida, mas acabou-se o tempo em que te dei o papel principal da minha vida. Acabou o teu protagonismo. Esta na hora de ser eu a comandar a vida.
Dou-te o pequeno prazer de continuares a falar mal de mim a quem te apetecer, porque enquanto achas que estás feliz, eu sei que te estás a tentar convencer que és feliz sem mim. Sabes falar muito de mim, sabes encher os ouvidos a quem me desconhece, mas não te esqueças de quem está no espelho quando o miras. Não te esqueças de quem tu és, tenho a certeza que não o fazes! Por isso estás tão compenetrado a provar que és melhor que eu, quando nunca ninguém te pediu provas. 
E isso é patético.
É tudo teu, e a parede um dia há-de ser a tua melhor amiga.
Perdeste o meu amor incondicional, já não cego mais os olhos às tuas monstruosidades.