Número total de visualizações de página

18/03/11

Hoje

Hoje não vou fazer nada. Não vou afagar cabelos megalómanos, nem limpar lágrimas empedernidas. Hoje não vou caminhar ao teu encontro, vou apenas ser eu. Vou ser o mais recôndito eu; o meu eu mais sereno. Vou afastar as doenças da mente, para que elas não se aprisionem no meu corpo.

Já me sinto doente, ludibriada pelos teus demónios. Mas a minha alma não carece de força, e vou exorcizar toda a sombra que me tenta consumir.
Não sou a pessoa que outrora fui, mas creio que ainda não te inteiraste de tal. Sou mais viva, mais dinâmica, mais forte, mais mulher, mas sobretudo, muito mais sapiente.
Contos e ditos já não me enchem a cabeça, a minha febre mental já não se prende a aventuras escassas e fantasias pseudo eróticas; a minha inteira satisfação vive na essência.
- Que essência? - perguntas-me tu.
- A essência, a verdadeira face de cada um. A nossa verdadeira demonstração ao mundo. Sem máscaras, nem sentimentos corruptos, sem circos e fantochadas a interromper o espectáculo, que é assistir a verdadeira natureza de cada um.
Talvez não entendas a importância de se ser verídico, nas nossas palavras e nos nossos actos, mas especialmente nestes últimos. As palavras podem burlar o nosso coração, mas os actos, esses, são (ou, pelo menos, neles detecta-se sempre) marcas da pessoa real, e não da pessoa fingida, enraivecida, ou “plastificada”. Encontra-se realidade nos actos nas pessoas, e não nas palavras.
E tu? Que fizeste hoje?

Sem comentários: