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19/02/15

Rainha do Xadrez

Desde que me lembro que sou uma junkie e uma exímia jogadora deste jogo a que chamo viver. E que perigosidade a de transformar tudo o que me rodeia em peças de um jogo que estou demasiado habituada a jogar. Se calhar é melhor explicar, tal e qual jogo de xadrez, as regras que me movem todos os dias, em todas as situaçoes.
1) Jamais uma peça deve ser tocada, a não ser que saibas exatamente como efectuar a jogada. Por isso, analisa e age em conformidade com o teu objetivo.
2) Deve existir sempre um plano prévio, e nada do que faças deve ser executado ao calhas. É necessário antecipar todas as jogadas posteriores, quer tuas como as do adversário.
3) Lutar até ao fim pode dar a ideia de “falta de visão de jogo”, por isso, quando a derrota é inevitável há que sair graciosamente, ou pelo menos deixar a outra parte acreditar que o xeque-mate é possível.
4) Quando possuis mais peças no tabuleiro que o teu adversário, joga-as com inteligência e assim ele ficará sem saída.
5) O domínio e a ocupação de pontos estratégicos são a condição básica para a obtenção de superioridade posicional e a garantia de êxito das nossas manobras tácticas.
6) A peça mais prazerosa de movimentar é a Rainha, pois tem a liberdade de se movimentar elegantemente pelo tabuleiro.
7) Embora os peões sejam, aparentemenete, as peças com menor valor no jogo são eles os mais fáceis de jogar.
O resto das regras são minhas e tu és livre de fazer as tuas. Alias, não posso eu revelar todos os meus truques. Tao simples e no entanto tao calculista, tao determinado, tao…viciante. E sabem qual é o problema deste tipo de regras? Tornam-te tao bom no que fazes que nao sobram jogadores à tua medida.

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