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16/05/11

Friends will be friends

Amigo(s):

Amigo é aquele que te estende a mão quando não precisas.
Amigo é aquele que te liga um milhão de vezes para te acordar de manhã, só para não chegares atrasado às aulas.
Amigo é aquele que em dias de tempestade, te oferece o seu guarda-chuva.
Amigo é aquele que junta dinheiro, não só para pagar o seu bilhete de cinema, mas o teu também.
Amigo é aquele que te oferece sempre o último cigarro, a última bolacha, o seu último.
Amigo é aquele que acredita em ti, mesmo que já não o faças.
Amigo é aquele que entra na tua vida e nunca sai do teu coração.
Amigo é aquele que larga tudo quando lhe pedes auxílio.
Amigo é…TUDO!

Confesso, (um pouco embaraçada até) que pouco ou quase nenhum texto do meu blog teve o objectivo de enaltecer o meu grupo de amigos, e lamento muito por isso.
Por isso aqui vai – pode não ser tanto como aquilo que ambicionava, mas é aquilo que a minha perícia me permitir pôr por palavras.
Agradeço-vos a todos, tudo que fizeram por mim. Não posso quantificar a importância que cada um tem para mim, porque todos abrangem um lugar diferente, porque afinal de contas as pessoas não são todas iguais. Mas sabem, mesmo sendo vocês tão diferentes uns dos outros, devo confessar que me espanto comigo mesma, quando me dou por mim a pensar, como posso amar diferentes pessoas, sendo elas tão divergentes.
Mas aí é que está a magia da vida, deparo-me comigo a apaixonar-me cada vez mais pelas vossas personalidades, a devorar cada vez mais cada vivência, e sabem que mais? Nunca me senti tão viva.
Sejam pelos almoços, pelos jantares, ou mesmo numa saída nocturna, vocês marcam-me, todos os dias. É certo que podemos não estar todos os dias juntos, alguns até só mesmo quando o tempo e a própria vida o permite, mas as memórias essas estão sempre comigo, e nunca me esquecerei.
A verdade é que as fotografias são um registo físico muito forte de uma existência próxima, mas as vivências gravadas na memória, assim como as emoções gravadas vincadamente no meu coração, essas sim, são as que mais prezo. (Claro que também tenho medo de tirar fotos convosco, caso um dia se chateiem e decidam fazer um feitiço de vudu ehehe).
Prometo (a muitos de vocês) arranjar – num futuro próximo - mais provas palpáveis da nossa amizade, e garanto-vos uma certeza, nunca esquecer-vos.
Não há gostar mais consciente, do que este sentimento que a inconsciência fez nascer acordada.
“Nunca digas nunca”, aprendi a não o fazer, não sei o que o futuro me reserva, nem vocês o podem garantir. Podemos, contudo, lutar por uma amizade eterna e embora que a vida tenha um fim, podemos imortalizar a nossa relação em pequenas grandes coisas nas nossas vidas.
É isso que pretendo para vocês: perenidade espiritual, porque o corpo está aqui de passagem, mas as nossas atitudes e vivências ficarão sempre marcadas na Terra quer seja nas memórias de quem nos foi querido, quer sejam através de actos heróicos.
E vocês foram os heróis em muitos momentos da minha vida, se por alguma infelicidade a vida me trouxe um momento menos bom, vocês dividiram comigo a minha tristeza, e iluminaram-me o caminho a seguir. Vocês foram (e são!) as minhas muletas, o meu braço direito, o meu ombro, as pernas que por mim caminharam quando as forças escasseavam, a boca que falou quando a voz fraquejou, vocês foram os ouvidos para uma dor ensurdecida. Vocês são grande parte de mim, e a razão de grande parte do meu carácter.
Assim, hoje e mais do que nunca, uso a palavra amo-te para vocês. Não num sentido pseudo-exagerado, mas por ser a única palavra que se adequa ao sentir de uma coisa tão grande e tão boa.

( um beijinho repenicado)

18/03/11

Hoje

Hoje não vou fazer nada. Não vou afagar cabelos megalómanos, nem limpar lágrimas empedernidas. Hoje não vou caminhar ao teu encontro, vou apenas ser eu. Vou ser o mais recôndito eu; o meu eu mais sereno. Vou afastar as doenças da mente, para que elas não se aprisionem no meu corpo.

Já me sinto doente, ludibriada pelos teus demónios. Mas a minha alma não carece de força, e vou exorcizar toda a sombra que me tenta consumir.
Não sou a pessoa que outrora fui, mas creio que ainda não te inteiraste de tal. Sou mais viva, mais dinâmica, mais forte, mais mulher, mas sobretudo, muito mais sapiente.
Contos e ditos já não me enchem a cabeça, a minha febre mental já não se prende a aventuras escassas e fantasias pseudo eróticas; a minha inteira satisfação vive na essência.
- Que essência? - perguntas-me tu.
- A essência, a verdadeira face de cada um. A nossa verdadeira demonstração ao mundo. Sem máscaras, nem sentimentos corruptos, sem circos e fantochadas a interromper o espectáculo, que é assistir a verdadeira natureza de cada um.
Talvez não entendas a importância de se ser verídico, nas nossas palavras e nos nossos actos, mas especialmente nestes últimos. As palavras podem burlar o nosso coração, mas os actos, esses, são (ou, pelo menos, neles detecta-se sempre) marcas da pessoa real, e não da pessoa fingida, enraivecida, ou “plastificada”. Encontra-se realidade nos actos nas pessoas, e não nas palavras.
E tu? Que fizeste hoje?

05/03/11

Meus amores
Obrigada por todos os sorrisos, todas as palavras e todas as vezes que juntas nos esquecemos de tudo o resto, e juntas vivemos um momento de pura alegria.
Obrigada por serem uma grande parte do meu dia-a-dia e da minha vida.



13/01/11

Today was not a good day

Hoje acordei cansada, extasiada de uma fadiga psico-emocional inútil.

Hoje acordei cansada da gente de carne, cansada dos bichos sem cérebro, cansada das músicas da moda.
Cansada dos hipócritas, das crianças que empregam máscaras de falsa idade, da matemática funesta, dos autocarros empestados do mau carácter, dos programas televisivos mal formados.
Hoje acordei cansada de burocracias supérfluas e complicações estrambóticas.
Hoje, não acordei num sonho, mas de um sonho que outrora fora uma realidade, ou será que da realidade adormeci e num sonho acordei? Não sei, mas acordei cansada.
Enfadada com tudo que me rodeia, não posso senão concluir que - sonho ou realidade – hoje acordei numa crise existencial.
Hoje acho as pessoas podres, chatas e intriguistas; acho os animais incomodativos; e a música poluidora. Hoje acho que tudo é demasiado aborrecido, que as cores não existem, que a comida é intragável, que envelhecer é amargo, que tudo ou nada não presta segundo as minhas vontades.
Sabes que mais? Hoje não devia ter saído da cama.

07/10/10

Bon Appétit

Estou finalmente livre, desprendida da vossa podridão, livre desse sitio.
As vossas teias já não me prendem, as vossas balbúrdias já não me atingem, a vossa mesquinhez e egocentrismo afundou, tal e qual Atlântida.
Sinto-me finalmente leve, a minha mente eleva a felicidade até à mais ténue linha do horizonte. Mudei, mudei-me.
Dispensei as memórias mascaradas de preto, e fechei a minha porta a forasteiros.
A minha casa já não abriga vagabundos, nem o meu coração alberga gente sem traços de carácter.
Não sou nenhuma bicha-solitária, não tomem como certo que eu por vos fechar a porta não a vou abrir para os meus vizinhos. Simplesmente estourei a minha paciência a ajudar quem me dá persistentemente bofetadas na cara.
Vocês lambem aqueles em quem vocês cospem em cima, perdoem-me se eu não tenho o vosso descaramento, mas eu cá não sou dada a hipocrisias.
Eu não "como a merda que cago".